Já está em operação a terceira fábrica de azeite do Espírito Santo, sendo que essa nova unidade é de uso coletivo e foi viabilizada através de uma parceria entre o Governo do Estado, Prefeitura de Santa Teresa (ES) e a Associação dos Olivicultores do Espírito Santo (Olives). O diferencial é que a Fábrica de Azeite do Lagar é de uso coletivo entre os pequenos produtores de oliveiras. Nas montanhas capixabas já haviam outras duas fábricas de azeite privadas.
Para a instalação da fábrica, em Santa Teresa, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) destinou cerca de R$ 600 mil para a aquisição de equipamentos utilizados na fabricação do azeite. Já a Prefeitura de Santa Teresa ficou responsável pelas adequações na infraestrutura do prédio. A capacidade de processamento dessa nova agroindústria é de 100 kg de azeitona por hora. Segundo o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, são necessários cinco quilos de azeitona para cada litro de óleo.
“A fábrica é a consolidação de um arranjo que vai se atrelar ao agroturismo e gerar renda para os produtores locais. Dos 300 hectares de áreas plantadas de azeitona no Estado, cerca de 100 hectares estão aqui em Santa Teresa. A expectativa é criar oportunidade para o aumento da produtividade e rentabilidade do produtor rural, agregando valor, conhecimento e o uso de novas tecnologias para atender à demanda com as oliveiras”, disse o secretário Enio Bergoli.
Olivicultura
A cultura da olivicultura tem crescido no Estado e o azeite produzido aqui começa a ganhar reconhecimento pela qualidade, tanto em nível nacional quanto internacional. Atualmente, o Espírito Santo tem, aproximadamente, 300 hectares de área plantada de azeitona, envolvendo cerca de 130 produtores, com abrangência em 17 municípios dos 23 da região serrana do Estado vocacionados para o desenvolvimento da atividade.
O presidente da Associação dos Olivicultores do Espírito Santo, Ricardo Serro, explicou a importância dessa agroindústria coletiva para os produtores regionais de azeitona. “Agradecemos, mais uma vez, a parceria entre o Governo do Espírito Santo, por meio da Seag e do Incaper, e a prefeitura de Santa Teresa. Quando a azeitona é colhida, é preciso realizar logo o processo de produção do azeite para garantir uma qualidade final superior e, por isso, essa alternativa de equipamento é fundamental. O próximo passo agora é aumentar a colheita e elevar a qualidade do produto”, afirmou ele durante a inauguração.
A Seag realiza, por meio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o trabalho de orientação e assistência técnica com os produtores que têm investido nessa atividade, buscando técnicas modernas de cultivo e produção de azeite de alta qualidade.O Projeto de Olivicultura no Espírito Santo foi iniciado pelo Incapeer em 2012, com a implantação de uma Unidade de Observação em Caldeirão, em Santa Teresa. Em 2015, o plantio de oliveiras foi difundido para outras localidades e, atualmente, abrange 20 municípios capixabas.
Azeite extravirgem
O foco do projeto é a produção de azeite extravirgem de baixa acidez, visando à expressão da qualidade superior do produto. O primeiro azeite capixaba de caráter experimental proveniente da Unidade de Observação foi produzido no ano de 2018 e, em 2021, foi extraído o primeiro azeite extravirgem dos plantios comerciais e o processamento já foi realizado em terras capixabas.O Estado já conta com seis marcas de azeites extravirgem, com aroma e sabor diferenciados, genuinamente capixabas.
“Apoiamos o desenvolvimento da olivicultura desde o início da introdução dessa atividade no Espírito Santo. Vamos seguir trabalhando para ampliar esse suporte aos produtores, principalmente na área de pesquisa, para indicação de variedades de oliveiras mais resistentes a pragas e que se adaptem melhor às regiões produtoras do Estado”, afirma o diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot.