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Estudantes da unidade prisional de Linhares realizam experiência sobre misturas em aula de Ciências


De acordo com a professora Larissa Fracalossi Lucas.”a experimentação é uma ferramenta poderosa no ensino de Ciências, especialmente nesse contexto. Os alunos se envolvem mais quando podem ver e tocar os fenômenos que estudam na teoria”


Estudantes da unidade prisional de Linhares realizam experiência sobre misturas em aula de Ciências | Fotos: Divulgação/Sedu-ES

No Centro de Detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL), os alunos da quinta etapa do Ensino Fundamental da EEEFM Professor Manoel Abreu participaram de uma prática experimental na disciplina de Ciências. A atividade teve como objetivo explorar, de forma prática e interativa, os conceitos de misturas homogêneas e heterogêneas.

A aula foi conduzida pela professora Larissa Fracalossi Lucas. “A experiência permitiu que os estudantes analisassem diferentes substâncias e identificassem suas características, diferenciando misturas que apresentam um único aspecto visual, as (homogêneas, daquelas em que é possível distinguir seus componentes, as heterogêneas. Para isso, foram utilizados materiais simples do cotidiano, como água, óleo, sal e areia, proporcionando uma conexão entre a teoria e a prática”, explicou a professora.

O aluno G.B.S. destacou a importância do aprendizado. “A gente ouvia falar dessas coisas, mas nunca tinha visto de perto. Aqui, a gente aprende com a mão na massa e isso faz toda a diferença. Me fez pensar em como as ciências estão no nosso dia a dia, até nas coisas mais simples”, disse.

Experimentação

“A experimentação é uma ferramenta poderosa no ensino de Ciências, especialmente nesse contexto. Os alunos se envolvem mais quando podem ver e tocar os fenômenos que estudam na teoria. Nosso objetivo é tornar o aprendizado acessível, estimulante e transformador”, complementou a professora Larissa Fracalossi Lucas.

O pedagogo Rodrigo Da Vitória Gomes, que acompanha o trabalho pedagógico da unidade, ressaltou a importância dessas ações na educação prisional. “A ciência, assim como a educação, tem o poder de transformar vidas. Atividades como essa não apenas ampliam o conhecimento dos alunos, mas também fortalecem a autonomia intelectual e a autoestima, elementos essenciais no processo de ressocialização”, enfatizou.

Iniciativa

A iniciativa faz parte da proposta pedagógica da escola, que busca tornar o ensino mais dinâmico e significativo para os estudantes em privação de liberdade. Com atividades experimentais, os alunos ampliam seu repertório de conhecimentos e desenvolvem habilidades essenciais para sua ressocialização e reintegração social.

O diretor do Centro de Detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL), Geanderson Oliveira de Carvalho, reforçou o compromisso da escola em oferecer uma educação de qualidade dentro do sistema prisional. “Nosso objetivo é proporcionar aos internos uma formação que vá além do conteúdo curricular, preparando-os para novas oportunidades. Ver o envolvimento e o interesse deles em aprender é um sinal de que estamos no caminho certo”, pontuou.