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Taxas de juros elevadas provoca queda na busca por crédito, aponta pesquisa


O Indicador de Demanda por Crédito, uma pesquisa promovida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil observou queda de 4,83% na busca por crédito neste ano. No Governo FHC o País já teve taxas de juros entre 1% e 45%. Atualmente a taxa básica é de 14,25%


Taxas de juros elevadas provoca queda na busca por crédito, aponta pesquisa | Foto: Freepik

Desde 1ª de janeiro deste ano quando tomou posse como presidente do Banco Central do Brasil, o economista Gabriel Galípolo, uma indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as taxas de juros que vinham consideradas como “absurdas” por empresários entre 10,5% e 12,25% começaram a se elevar ainda mais. Atualmente está em 14,25% e com tendência de mais elevações.

As consequências negativas dos juros elevados na Economia foi detectada em recente pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com os dados do levantamento, “a busca por crédito no país caiu ‐4,83% em fevereiro de 2025 em relação a fevereiro de 2024. Na passagem de janeiro para fevereiro, o número de consultas caiu -21,14%. É o que mostra o Indicador de Demanda por Crédito.”

“O aumento dos juros encarece o crédito e reduz sua demanda. Os consumidores estão mais cautelosos para contratar novas dívidas, além de enfrentarem barreiras na obtenção de crédito devido a restrições cadastrais. A alternativa para os consumidores é buscar “financial technology”, o fintechs (empresas que usam tecnologia para inovar no mercado financeiro), cooperativas de crédito ou programas de renegociação de dívidas em condições mais favoráveis. No entanto, para realmente ser uma opção vantajosa, é preciso priorizar quitação de dívidas caras antes de contrair novos créditos, além de analisar cuidadosamente todas as taxas e custos envolvidos”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Quem é o consumidor que busca crédito

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em fevereiro, a pesquisa mostra que é um público predominante masculino, com participação de 53,18%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,84% do total.

O indicador aponta que, do público consultado, 4,86% contrataram algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 86,23% contrataram Empréstimo e 11,86% Financiamento, totalizando 98,09%. A entidade de representação dos comerciantes lembra que um mesmo CPF pode contratar mais de um produto.

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em fevereiro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (34,22%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (25,19%), que totalizam 59,41% das consultas. No momento da consulta, 34,16% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

Acesso ao crédito mais seletivo

“A baixa taxa de contratação é outro ponto de atenção, já que sugere uma restrição maior por parte das instituições financeiras. Com a alta inadimplência e os juros elevados, o acesso ao crédito se torna mais seletivo, impactando o consumo e potencialmente desacelerando setores como o varejo e a construção civil.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior

Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em fevereiro, com 45,92%, seguido pelo Nordeste (21,27%), Sul (18,07%), Centro‐Oeste (8,26%) e Norte (6,49%).

Quais as menores e maiores taxas de juros no Brasil

Desde a primeira reunião do  Comitê de Política Monetária (Copom) em 26 de junho de 1996, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), as taxas de juros no Brasil já foram de 1%, determinado pela 17ª Reunião do Copom em 22 de outubro de 1997 e vigorou entre 1º de novembro de 1997 a 30 de novembro de 1997 ao estratosférico 45% foi determinada pelo Copom na sua 33ª Reunião, em 4 de março de 1999 e vigorou entre 5 de março de 1999 a 24 de março de 1999.

Confira abaixo, no arquivo em PDF, o histórico oficial de todas as reuniões do Copom e a definição das taxas básicas de juros, divulgados pelo Banco Central:

Taxas-de-juros-basicas-–-Historico